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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ao indeferido

Hoje quero acordar diferente,
Ver o sol nascer, Correr pra varanda
Abrir os braços, Sentir aquela alegria de criança
Entusiasmo e carinho. Carinho de filho
Correr para o quarto de meus pais
Pular em sua cama, me aconchegar e dizer que os amo
Palavra que tão difícil é de sair nos dias de hoje.
O Hoje jaz um futuro que não é mais distante,
Distante é o passado criança que temos.

Como Alzheimer não lembrar que nosso refúgio viam deles.
Oh pais emaculados, pais carentes do meu amor expressado
Pais frutíferos que geram, preparam para amadurecermos
Até que nos desprendamos e que assim nos colham
....a vida a maior semeadora de frutos.

Que se Deus me ouve, atendei-me
"Plantai em meus geradores a certeza de que os amo!"

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Recapitulando...

Há alguns meses atrás falei sobre a questão moradia e direito no post "O preço do Direito".
Pontuei o descaso e fiz comparações que hoje as faria com mais maturidade e embasamento, mas não nascemos sabendo andar e graças a Deus sou um ser humano em formação e aprendo todos os dias.
Hoje trato o assunto tentando analisar de vários ângulos e formas, penso no Ser Humano que vive na situação de ser um "morador de rua" já que ele tem o direito de ter um lugar para habitar, o poder público é responsável sem sombra de dúvidas de cuidar dessas pessoas e lhes proporcionar oportunidades de melhorar. Posso entrar em várias questões, como por exemplo "ah a culpa também é da sociedade" ou "O capitalismo...." e vou entrar mas não nesse post.
Resolvi preparar uma série de post relacionado a cidade e suas "enfermidades", pois ando refletindo sobre algumas coisas que vem acontecendo na minha cidade e até mesmo em outra, de uma forma geral nosso país (rs). E quero entrar em pontos como políticas de incentivo ao esporte, cultura, patrimônio histórico, desenvolvimento, educação (formação).

Pra finalizar o post quero deixar essa reportagem do Jornal O Fluminense que fala sobre moradores de rua na cidade de Niterói. É um assunto em que penso em trabalhar no meu TFG da Faculdade e que presencio todos os dias.



Um grande abraço.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

O que para os Gregos é, para os Romanos parece...

Sem muito o que postar nesse inicio de uma animação de futuras postagens nesse espaço quase que esquecido.... (ficou bom.). Não vou me prolongar, apenas quero dizer que pretendo voltar a fazer uso desse espaço que criei para expor minhas ideas, pensamentos, criticas, protestos, admirações, sentimentos, enfim tudo que na cachola brotar.

O Blog "Prosotro" é um desejo antigo alimentado pelas indas e vindas da faculdade e trabalho, no qual nesses caminhos me deparava com coisas e muitas das vezes apenas pensamentos e sentia uma enorme vontade de expor.
O nome é um "vicio de linguagem" da frase; Para os outros.

Espero que acompanhem e que curtam.
Estou aberto a opiniões, criticas e essa coisa toda.

Ah o título....
Não sei se existe esse ditado, acabei de criar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O preço do Direito?



Há uns meses atrás registrei com fotografia um mendigo que morava no ponto de ônibus, aquilo mexia muito comigo e me fazia pensar, “por que há pessoas sem casas se temos um território enorme e se é um direito de todos.”.
Sim, sei que são por vários motivos e isso gerava em mim mais dúvidas ao mesmo tempo inconformidade com a situação.
No Brasil e no mundo somos divididos por classes sociais, somos apontados como A,B e C ou +A, +B, +C, ah tem também os “miseráveis”, já somos educados a sermos diferentes e a nos diferenciar. Me assusto muito com isso e a cada dia vejo o quanto somos mais medíocres, pois as vezes não temos merda no cú pra cagar e já estamos diferenciando um cara porque o tênis dele é de uma marca “X” que segundo você é inferior ao seu. E isso acontece em escala maior, um país que vem se colocando como um país de potência internacional, um país que cresce a cada dia com a “economia estável”. Que crescimento é esse? Somos um país que ainda passa fome, somos um país que ainda não tem saneamento básico, somos um país que falta educação.
Ué mas na minha cidade tem saneamento básico. Sim você deve ser da região metropolitana, pois em muitas regiões do interior e litorânea do país só desfrutam de sistema de fornecimento de água potável, mas não de esgoto.
Perguntei na semana passada há professora de urbano, se a pessoa que trabalha e ganha seu dinheiro e compra um iPod esta sendo hipócrita? Afinal ela trabalhou então ela merece aquilo? Ainda espero uma resposta sobre esse ponto de vista. Até onde somos hipócritas? O preço de um iPod (R$890,00 + um computador R$2.700,00 =R$3.590,00) é uma fortuna pra um cara que não tem onde morar!
Mas a pessoa esta errada, porque trabalhou, ganhou dinheiro e comprou um iPod?
Sei lá, mas acho que comprando um iPod poderíamos estar até cooperando para melhorar a situação do país, desde de que o Governo usasse bem o dinheiro dos IMPOSTOS, que aplicasse na habitação, educação e saúde e não no “auxílio terno.” Por exemplo.

Direito?
Eu tenho direito, você tem direito, nós temos direito!
Acredito que o trabalho do Arquiteto vai além de decorar e projetar belas casas, devemos ter o olhar para essas situações que encontramos em nosso país e ainda mais relacionado a habitação, ao direito a cidade. Me coroe por dentro quando escrevo sobre isso, pois é como um médico trabalhar para a cura do câncer. DEVEMOS trabalhar para a cura de câncer!

Escreveria mais, mas preciso sair dessa sala... rs. Segue a fotografia que tirei hoje da “casa” que esse mesmo mendigo que mencionei no começo do post, sendo agora mais próxima ao terminal rodoviário de Niterói (ele morava no ponto de ônibus de lá também, mas devem ter o expulsado, rs). reparem a estrutura a organização do seu produto, sua caixa que guarde suas coisas eo material usado. Papelão.

Moradia de um Homem no centro de Niterói

Casa no Ingá - Niterói. Tipologia muito bonita, vou procurar saber do ano da construção.

Casa no Ingá

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sujeira é pra ser varrida. Crítica é pra ser colhida!

LEIA TUDO POR FAVOR!

Num emaranhado de sujeiras e lamas que grudam e que vem lhe infectando de uma forma que faz parecer que faz parte dela.

Na verdade ainda estou pensando como contar o que aconteceu, mas acredito que talvez seja bom começar com uma pergunta.

Até aonde somos nós e podemos ser nós? Sem que ao ser nós mesmos não impliquemos de quererem que sejamos outro alguém?
Complicado explicar, mas entenderemos ao longo dessa conversa.
O mundo evolui a cada dia, ou seja, ele passa por processos de evolução a cada dia e nós estamos incluídos nesse processo, sofremos essa evolução a cada dia, todos nós! Nossas crianças, avós, bisavós... Todos estão incluídos até mesmo tribos de índios, que na maioria das vezes achamos que escaparam dessa (infelizmente não).Com essa evolução o mundo ganhou e perdeu e continua ganhando e perdendo, um exemplo perfeito disso é: O sistema capitalista. Ganhamos esse sistema que abriu muitas portas de exportação e importação, emprego, “melhor qualidade de vida”, mas também perdemos com ele. O que? Desigualdade social, Poluição, destruição do Meio Ambiente para crescimento do sistema, corrupção, construção de um caráter humano sujo e ambicioso que idolatra o dinheiro, que passa por cima de leis e regras até mesmo de pessoas para conseguir o que quer.
Isso tudo e muito mais são fruto do capitalismo e esse mesmo sistema que constrói esse caráter para querer sempre mais e mais dinheiro faz com que pessoas usem e enganem outras pessoas.
Tudo isso que escrevi é pra fazer com que você veja um pouco no que vivemos e como vivemos, mas quero direcionar o foco dessa conversa para a Instituição de Ensino na qual curso a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, a UNIPLI.
Recentemente fui reprovado por uma professora na Matéria de PAV, que pra mim com tudo o que foi apresentado e desenvolvido foi uma injustiça, enfim entrei com pedido de revisão de nota e ainda não tive nenhuma resposta, o caso já foi pra Reitoria, inclusive essa mesma professora vem recebendo reclamações há anos e a faculdade não tomou nenhuma providência, além de relatar como aluno, várias faltas de serviço da faculdade para com o aluno.
No dia 13 de agosto eu usei meu Twitter para relatar um pouco dessa insatisfação e tuitei a seguinte frase:
como pode a @unipli ser uma faculdade q n seleciona direito seus profissionais para q possa ter um ensino de qualidade. Mt Decepcionado!
Isso me rendeu a exclusão do programa de Bolsa Trabalho da faculdade na qual eu participava. Isso mesmo! Eu fui “demitido”, “excluído” do programa Bolsa trabalho por ter Tuitado uma crítica a faculdade na qual estudo e que tenho bolsa, ou seja, “Aqui não aceitamos que crítica nosso método de trabalho e ensino! Rala!”.

Quando fui comunicado minha primeira reação foi de surpresa pelo motivo até achei engraçado depois, pois me senti naqueles casos de jornal com o título “Até aonde vai o poder das redes de relacionamento?”.
Mas a minha visão quanto a isso é que numa instituição como essa “familiar”, “particular” não pode fazer nenhuma crítica, pois não seremos ouvidos ou se tivermos vínculos de benefícios o perderemos, um local onde não pode haver outra voz se não a deles, onde somos de certa forma obrigados a andar como querem, pois a pessoa que não tem condições financeiras de pagar uma faculdade melhor deve agüentar essa ou então não estuda.
Além de bolsista sou estudante e além de estudante sou um ser humano e que tenho todo o direito de expressão ainda mais sendo em meu espaço particular e com uma crítica relacionada diretamente ao ensino que venho recebendo. É completamente errôneo da parte da faculdade ditar que o aluno que participar do programa bolsa trabalho fique sem direito a expressão relacionada ao ambiente em que estuda seja ela na sua rede social ou não.

“Mas esta falando mal da empresa”
Se a empresa fosse boa e prestasse um serviço bom não teria do que ser criticada e mesmo sendo boa, uma crítica é sempre válida!
O Que tem haver todo o discurso de sistema capitalista com isso?
Tem haver que um sistema que visa lucros não visa uma educação adequada, uma preparação não para o mercado, mas para a vida. Sabe lá o que um jovem enfrentará ao longo do caminho de sua vida? E se esse jovem não quiser estar inserido no mercado de trabalho tradicional? E se quiser apenas construir soluções melhores para habitação ou ser um artista?
Aqui ele esta fudido! Pois somos preparados para o mercado de trabalho tradicional, um querendo engolir o outro.


Arte de campanha publicitária da UNIPLI

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Caminho Arquitetônico

Vou postar algumas fotos de Arquiteturas que vejo durante o dia que fazem parte do meu trajeto do Estágio para faculdade.
O bairro São Domingos é um dos primeiros bairros de Niterói, hoje é a principal área da APA.U (Área de preservação Ambiental Urbana) Possui várias construções legais de estilo coloniais, construções que inclusive tem data de até 1862 (incrivel). O bairro ja teve o privilégio de ter o Casarão de D. João VI, foi daí que começou tudo... E Hoje temos essa riqueza Arquitetônica e Cultural nessa área e em outras muitas da cidade.

Pra mim é ainda melhor, pois além de passar por essa parte maravilhosa da cidade, tenho a oportunidade de estagiar no Núcleo de Restauração de Bens Culturais de Niterói que fica no Solar do Jambeiro, uma antiga mansão de uma família portuguesa, construída em 1862.
Segue as fotos tiradas do meu celular ao longo do trajeto.

CLIQUE NA FOTO PARA AMPLIAR.


Vila de casas da década de de 50

Casa com estilo colonial. mal restaurada


Casa com mesmo estilode casas da vila anterior


Casa com estilo eclético, muito linda.
Edifício em frente a Concha Acústica com duas Palmeiras na frente.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mas porque??

Foto tirada por mim, hoje (11/08/10) Na Av. Ernani do Amaral Peixoto em Niterói. Uma das principais Avenidas da cidade. - Foto tirada de celular



Nós, povo brasileiro somos maravilhosos, temos uma alegria contagiante, somos perseverantes, batalhadores, um povo surpreendente.
Porém somos também mal acostumados, mal educados, abusados, folgados.

Hoje escrevo esse poste, inspirado na cena que vejo diáriamente:
Pedestres esperando no meio da rua para atravessar.
Eu não me conformo com isso, todo o santo dia um individuo está lá, no meio da rua esperando o sinal fechar e o que é mais incrível, parece que os carros estão errados por estarem passando alí, ou seja: "Anda logo cara... vamos tenho pressa!"
Não entendendo sinceramente o que passa na cabeça de uma pessoa dessa, pois ela estando no meio da rua ou na calçada não irá fazer diferença alguma ainda mais sendo uma rua muito movimentada, ela só poderá atravessar quando o sinal fechar.
"Ah mas é mais ráido"
Não! Pois uma pessoa na calçada pode levar para atravessar até menos tempo de quem está no "meio" da rua e por isso não entendo a graça de esperar no meio da rua.
Num caso desse o motorista não estando fora de sua razão, continua seguindo reto e não desvia de um "imbecíl" desse e o atropela. O motorista será apontado como errado, como o imprudente, mas a anta que estava alí parada pode ou morrer ou se ferir gravemente ou apenas sofrer um arranhão e tomar como lição "Não devemos esperar fora da calçada!"