
domingo, 12 de fevereiro de 2012
"É nós"

sábado, 11 de fevereiro de 2012
Homens-Lobo, mulheres-vampiras
Lobisomem é uma criatura que surge em noite de lua cheia, uma maldição que o homem carrega, lenda que aterroriza mocinhas indefesas. Quando nasce a lua cheia suas luzes fortes clareiam a escuridão, os bravos homens se contorcem para libertar a fera que há dentro de si, como na famosa cena da sombra de um lobisomem entre as árvores uivando para o céu enluarado preparado para ir a caça.
Caros senhores e senhoritas e por quê não senhoras, há uma lua cheia na última sexta-feira antes da semana da festa carnal, hoje haverão uivos dos lobos ferozes que há dentro dos homens comuns de cotidiano previsível, homens que durante todo o ano seguram seu instinto selvagem dentro de si acumulando desejos e fantasias, uma fera carregada de tesão.
Hoje esses lobos saíram, homens se transformarão em feras preparadas para a caça, haverá roupas masculinas rasgadas pelo chão e pelos bares dessa cidade.
Cuidado moças, eles são perigosos e ágeis, duro na queda do "não", seu faro e sua visão são aprimorados e aguçados a cada ano, suas garras afiadas, seus pelos aparados exalando testosterona, damas não saiam de casa.
Mas para toda fera há um predador, uma raça superior...Caros lobos recolham suas garras e afiem suas defesas, pois os tempos mudaram e nossas mocinhas indefesas se transformaram em vampiras, criatura de atitude e de grande inteligência capaz de domar qualquer lobinho, hipnotizar os machos lobos ferozes com seus cheiros e curvas suaves agressoras.
Criaturas que recolhiam as botas dos seus senhores hoje são perigosas caçadoras, maliciosas e devoradoras do "caráter" masculino.
Corram lobinhos...corram.
Nós lobos de instinto selvagens nos enchemos de bravura e orgulho quando conquistamos a presa, mas tolos somos, pois essas tão superiores criaturas que são, nos caçaram primeiro com sua sedução e beleza.
Não existem mais lobos de verdades tampouco vampiras verdadeiras, na arte de amar o pintor já não usa aquarelas, a beleza do "hoje não" deixou lugar para o "agora!". Caçar já não é a mesma coisa quando não se é o rei dos predadores, talvez nunca tenhamos sido.
Elas, criaturas superiores reconhecem nossa fragilidade egocentrica e nos dá antes do abate o prazer de "nos acharmos".
Uivem lobos famintos, uivem...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Série - Boardwalk Empire
Retratar o passado e talvez aprender com ele.Boardwalk Empire, um série de Terence Winter que retrata com ficção e fatos reais os anos 20 ou "Loucos anos vinte" nos Estados Unidos, Atlantic City.
Conta a história de gangster como Al Capone, Nuck Thompsom ( Nuck Johnson ) e Lucky Luciano, que brigam pelo seu espaço e seus negócios de contrabando.
Mas muito mais do que isso.
De fato essa série me abriu a memória para essas histórias de Gangster e assim como os famosos "anos 20" que não se passou apenas em cidades Americanas, mas também em Londres, Paris e Berlim, uma época de mudanças e surgimentos como o Jazz, Walt Disney e conquistas como o direito ao voto das mulheres.
Nesse período pós-guerra, para conter problemas sociais o governo dos Estados Unidos vigora a lei de proibição ao Álcool, chamada de "Lei Seca".
Esse acontecimento cooperou para o surgimento do Crime Organizado entre: Chicago, Nova Iorque, Nova Jersey.
A economia crescia, pessoas podiam comprar mesmo não tendo dinheiro, grandes metrópoles como Nova Iorque começam a crescer e a população rural começa a diminuir.
Anos depois acontecimentos como "A bolha" aparecem como efeito colateral.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Verão x Trabalhador
Nessas horas o sujeito só consegue pensar em três coisas: Água gelada, Ar condicionado e que não entre um funkeiro com o "radinho". Já não é tormento demais estar de pé e vem aquela senhora gorda passando e você ter que se jogar sobre a pessoa sentada, roçando sem intenção nenhuma suas partes baixas na pobre pessoa. "O que vai pensar de mim?". Não esqueça do "Foda-se" ou "não tenho culpa", para as mulheres é mais complicado, claro, tendo que se jogar no cidadão, o que ele pensaria dela? Nada, e sim "com ela". Triste história.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Uma bela, três amigos e uma moça
Numa mesa de bar a noite numa praça movimentada senta-se a nossa mesa um sujeito cabeludo, sujeito amigo como de longas datas, no fundo sem se esperar mais sussurrava um samba.
Não nego que por um momento achei que meu rosto másculo e pintoso fosse o motivo dos olhares.
Damas honestas de bom timbre, formosuras e simpatias gratuitas ou até algumas de tantos maus tratos, raivosas com medo do futuro.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ser e não ser
Não escrevo tampouco soletro
Meu diagrama não chega a estrofes
Ora se não serei escritor poderei ser Matemático
Para músico é preciso dom e talento
Se dom eu tenho ainda não descobri
E se talvez deus sem inspiração me jogou no mundo?
Se pra morrer fosse preciso ter profissão, eu seria um ancião
De escritor a artista de matemático a piloto
Desista.
Se ditado valesse a pena seguir, seria eu um poeta.
“Quem rir por ultimo ri melhor.”
“Os últimos serão os primeiros.”
Seria eu então um ditador?
Pode até ser,
Mas agora chega, pois
“Quem não chora não mama.”
Ainda sem Título, Talvez "Sofia"
Este é um conto que comecei a escrever mas parei pois achei que não estava bom e por isso não consegui manter o diálogo.
Então uns amigos do facebook deram a ideia de postar e colher ajuda para o desarranjo desse Romance.
Comente sua opinião é importante!
A caminho do “charmoso bairro da Glória”, nos apertados bondes cariocas às dezoito horas da noite Sofia concentrada na leitura de um livro deixa escapar um pensamento alto.
- Já começamos o egoísmo e ignorância no iluminismo.
- Talvez haja razões para o homem se justificar das suas ações.
Sofia nunca ouvira aquela voz que via ao pé dos seus ouvidos, em um leve giro ela olha para trás pergunta ao jovem rapaz.
- Como?
Sem graça, porém confiante o rapaz não hesita a responder a bela moça.
- sem crença não há fé, sem propósito não há motivação, precisamos de uma sociedade motivada e controlada pela crença, mas que acima de tudo tenha liberdade. Não vejo egoísmo muito menos ignorância, senhorita.
Talvez fosse a hora de pedir desculpas por se intrometer na leitura da senhorita, mas o rapaz encorajado, continuou.
- Bartholdy, Francisco Bartholdy.
- Montesquieu? É entendo seu ar de revolta.
Semanas se passaram até que numa sexta-feira de um quente verão num bar de samba na Lapa, com os amigos de trabalho que contavam estórias e “papos furados” Sofia esbarra e deixa cair seu copo de Martini, molhada e enfurecida a jovem jornalista ao olhar o desastrado que derrubara seu Martini, Sofia lembrando daquele rosto jovem e bonito ameaça a reclamar, mas convencida de que o melhor seria virar-se e ignorando o acontecido voltar a mesa. Bufando suavemente dar-lhe as costas retornando a sua mesa, logo o rapaz a indaga.
- Não.
- Desculpe se pareci invasivo, não foi minha intenção, mas como pedido de desculpas pela invasão e pelo Martini peço que aceite que lhe pague uma bebida.